Até Trump atormenta o dólar pré-eleições

sexta-feira, 24 agosto, 2018 | 19:02

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Dólar em alta é pressão para subir inflação. Não perca de vista, caro leitor do TudoOK Notícias. Sabe aquela estória de efeito dominó. As primeiras pedras do jogo, alta do dólar que influencia os preços da gasolina, do diesel, e em seguida, dos transportes, da comida, e de tudo mais que se locomove para chegar da produção ao ponto de venda. E claro do ponto de venda para você, contribuinte.

A chamada ponta, ou consumidor final, arca com todos os reajustes em cadeia originário da alta do preço do dólar. Até a possibilidade do presidente dos Estados Unidos ser “impeachmado” com denúncias recentes atormenta especuladores da forte moeda do Tio Sam.

Esta sexta-feira (24), a moeda fechou em R$ 4,10, é a oitava elevação seguida. Apresentando recuo de 0,42%, vendida a R$ 4,1047. Na mínima do dia, chegou a R$ 4,0734. Na máxima, foi a R$ 4,1319. O dólar turismo, sem a cobrança de IOF, era negociado a R$ 4,27. Durante a semana, o dólar acumula alta de 4,86%. No mês, a valorização é de 9,36% e, no ano, de 23,88%.

“Nuvens” e pesquisas

A desculpa, para a especulação, baseada nas “nuvens” (instáveis) da política e nas pesquisas — lideradas por Jair Bolsonaro, sem Luiz Inácio Lula da Silva nos cenários, diariamente, divulgadas nesta semana –, sempre foi aumentar o dólar. Quadro verificado faltando poucos meses para as eleições em outubro.

A expectativa de analistas de mercado e câmbio é de que chamada volatilidade, ou o sobe e desce do valor do dólar arrefecerá somente com a chegada das eleições de outubro. E dependendo de quem for eleito, poderá estabilizar, mas em baixa velocidade.

Até Trump?

E as previsões de turbulências maiores não param de serem ventiladas. A possibilidade de o todo-poderoso Donald Trump amargar um impeachment, por suas travessuras sexuais poderão colocar mais gasolina no incêndio de proporção mundial. O que poderá provocar outro efeito dominó, elevando a moeda à estratosfera em âmbito mundial.

Sem intervenção

O Banco Central brasileiro não fez interveções extrardionárias no câmbio e apenas ofertou e vendeu integralmente 4,8 mil swaps (o swap consiste em um acordo para duas partes trocarem o risco de uma posição ativa (credora) ou passiva (devedora), em data futura, conforme critérios preestabelecidos) cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, rolando US$ 4,32 bilhões do total de US$ 5,255 bilhões que vence em setembro. Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

Na véspera, o dólar fechou em alta de 1,71%, a R$ 4,1222, no maior patamar em quase 3 anos. A última vez que o dólar havia fechado acima de R$ 4,12 foi em 23 de setembro de 2015 (R$ 4,1455), segundo o ValorPro. Nas casas de câmbio, a moeda chegou a ser negociada acima dos R$ 4,50.


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