Grupo criminoso monitorava empresas de frete para roubar cargas.

quarta-feira, 12 setembro, 2018 | 22:05

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Criminosos contavam com a ajuda de funcionários das empresas para conseguirem informações. O prejuízo estimado é de pelo menos R$ 500 mil

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu, na manhã desta quarta-feira (12), uma organização criminosa que atuava no roubo e receptação de cargas. O grupo monitorava empresas de frete e teria cometido pelo menos seis crimes do tipo. Entre os 11 presos, há funcionários de empresas.

Uma carga de cigarros foi apreendida. Os mandados de prisão e busca e apreensão foram cumpridos em Santa Maria, Gama, São Sebastião, Planaltina, Valparaíso (GO), Novo Gama(GO), Pedregal (GO) e Luziânia (GO). Segundo o delegado da Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri), Marco Aurélio Vergílio, o grupo aliciava funcionários de empresas que seriam alvo.

“O que chamou nossa atenção foi que eles assediavam funcionários de empresas para saber sobre itinerários, mercadorias que seriam transportadas, o valor da mercadoria e se a carga ou veículo tinha rastreamento”, explica Vergílio. “Eles tomavam vários cuidados visando a otimização do crime para dar destinação rápida à mercadoria junto a receptadores”, completa.

Durante os crimes, o grupo usava carros roubados armas de fogo, máscaras cirúrgicas, luvas e óculos escuros. Tudo para evitar que fossem identificados. Depois dos ataques, as cargas eram escondidas em um depósito e, em seguida, vendida a pequenos comerciantes. Todos serão indiciados por organização criminosa e cada um deve responder pelo tipo de crime cometido.

O delegado estima que a organização criminosa tenha movimentado cerca de R$ 500 mil. Ele destaca que as investigações vão continuar para saber se há envolvimento de membros em outros crimes. A ação foi batizada de ‘Pullum’, que significa ‘frango’ no latim, e faz referência a uma gíria usada pelos criminosos.


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