VIGILANTES DECIDEM VOLTAR AO TRABALHO NO DF

terça-feira, 13 março, 2018 | 12:11

Os vigilantes que atuam no Distrito Federal decidiram nesta segunda (12) pela volta imediata ao trabalho. A categoria estava em greve há 12 dias por aumento salarial, manutenção de seguro de vida e plano de saúde, e reajuste do vale-alimentação.

Segundo o Sindicato dos Vigilantes do Distrito Federal (Sindesv-DF), a suspensão foi decidida por ampla maioria em assembleia realizada nesta segunda. A decisão foi motivada pela proposta da vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho 10ª Região (TRT10), Maria Regina Machado Guimarães, de coordenar pessoalmente as negociações da categoria com o sindicato patronal.

Uma negociação entre as partes acontecem com a mediação da vice-presidente do TRT10 na manhã desta terça (13), quando os 20 mil vigilantes voltam aos seus postos em bancos, hospitais, postos de saúde, postos do INSS, parques, escolas.

Prejuízo

Durante os 12 dias de greve, vários brasilienses foram prejudicados. Alguns serviços que dependiam da atuação dos vigilantes tiveram que ser suspensos, como em postos do INSS e em unidades de saúde. Já nos locais que continuaram funcionando mesmo sem a presença da categoria houve depredação.

Na última quinta (8), dois homens invadiram a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Ceilândia, agredindo funcionários que estavam no local e vandalizando o local. No Hospital Regional de Brazlândia (HRBz), pacientes depredaram computadores, móveis e equipamentos médicos. Já no Centro de Saúde 1 do Riacho Fundo II, bandidos tentaram explodir e arrombaram um caixa eletrônico. O atendimento no local precisou ser suspenso.

Determinação do TRT

O TRT10 já havia determinado o retorno ao trabalho de 100% dos vigilantes em locais considerados essenciais, como hospitais públicos, bancos, estações de metrô, transporte de valores, postos do INSS, tribunais de justiça e escolas públicas. Em relação aos demais postos de serviço, o contingente mínimo deve ser de 30%. A multa para o descumprimento era de R$ 100 mil por dia.

Redação/DP


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