Estudantes e professores protestam e fazem greve contra cortes na educação

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Estudantes, professores e entidades ligadas à educação realizam nesta quarta-feira, 15, manifestações e uma greve geral nacional em protesto contra os cortes na área anunciados pelo Governo de Jair Bolsonaro. Os 26 estados e o Distrito Federal registraram atos pacíficos. Universidades e escolas também tiveram paralisações.

Além do contingenciamento de verbas destinadas a universidades federais e a programas de pesquisa, as entidades estudantis protestam contra as declarações polêmicas do ministro Abraham Weintraub, que associou o corte de recursos destinados às universidades a atos de “balbúrdia”.

Os manifestantes também reagem à difamação das instituições públicas de ensino superior que tem sido alvo de correntes de mensagens distribuídas pelo WhatsApp.

Na capital paulista, estudantes e professores da Universidade de São Paulo (USP) — que é estadual, mas foi afetada pela suspensão de bolsas de pós-graduação — fecharam uma das entradas da instituição, na Zona Oeste da cidade. Eles seguravam cartazes que criticavam, além dos bloqueios na educação, a reforma da Previdência.

Estudantes secundaristas também faziam manifestação, pouco depois das 7h, pelas ruas de Higienópolis, bairro nobre da região central de São Paulo.

Em Campinas, no interior do estado, a avenida que dá acesso aos câmpus da Unicamp e da PUC-Campinas foi bloqueada por cerca de 30 estudantes que levaram faixas e cartazes e sentaram no chão. Em Sorocaba, também no interior, ao menos uma escola e uma faculdade ficaram sem aula.

Em Santos, no litoral, petroleiros também se juntaram ao movimento, que também incluiu a defesa das refinarias e o protesto contra a privatização e a reforma da Previdência. Em Bauru, estudantes e professores protestaram em ato em frente à Câmara Municipal. Estudantes e servidores de Boituva também participaram de ação na Praça da Matriz.

Em Brasília, centenas de manifestantes se concentraram na manhã desta quarta-feira (15) em frente à Biblioteca Nacional, em Brasília. O ato contra os bloqueios de recursos no MEC (Ministério da Educação) reúne em Brasília estudantes e professores, entre outros participantes, que empunham faixas contra a medida adotada pelo governo Jair Bolsonaro (PSL).

“A UNB (Universidade de Brasília) não é balbúrdia” e “Tira a mão do meu IF (Instituto Federal de Brasília)” são algumas das mensagens escritas nas faixas dos participantes.

Os sindicatos dos professores do Distrito Federal e dos trabalhadores de escolas públicas também apoiam a manifestação.

Um pouco depois das 11h, os manifestantes da capital federal iniciaram caminhada ao Congresso Nacional. Um efetivo pequeno de gentes da Força Nacional e da Polícia Militar do Distrito Federal permanecem à frente da sede do Ministério da Educação.

No Rio de Janeiro, universidades e escolas suspenderam as atividades para protestar. No início da manhã, não havia movimentação em escolas tradicionais como o Colégio Pedro II. A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade Estadual da Zona Oeste (Uezo) e a Universidade Estadual do Rio de Janeiro estão entre as que confirmaram paralisação. (DP)