Futuro secretário do DF nega ‘BBB da saúde’, mas admite resistência para fiscalizar produtividade

quarta-feira, 5 dezembro, 2018 | 15:12

Compartilhe

O futuro secretário de Saúde do Distrito Federal, Osnei Okumoto, reconheceu nesta quarta-feira (5), que há resistência por parte dos sindicatos da categoria em relação a medidas que tentem cobrar mais eficiência dos servidores.

“Eu acho que é fundamental que a gente possa conversar com os sindicatos e entender deles qual o motivo de resistência.”

O secretário tem sido criticado pelas entidades de classe por entenderem que ele colocaria câmeras para vigiar em tempo real o trabalho de médicos, enfermeiros e outros servidores.

O que ele tinha dito?

“Essas salas têm de oito a dez telas, que podem mudar de ambiente, e a gente consegue monitorar todos os pacientes que estão internados, todos os médicos que estão atendendo, o pronto-atendimento desses hospitais e também o controle dos insumos que estão disponíveis para os pacientes”, afirmou Okumoto na segunda-feira (3).

No dia seguinte, o governo de transição informou que não planeja colocar câmeras na área interna de hospitais e Unidades de Pronto de Atendimento (UPAs).

Já nesta quarta (5), ele declarou ter sido mal interpretado. Segundo ele, a real intenção é de criar painéis de monitoramento de dados, que possam detalhar de forma instantânea assuntos como níveis de internação, estoques de insumos e leitos disponíveis.

Sem ‘Big Brother’

“Não vai haver Big Brother nos hospitais. Se for questão de monitoramento de presença de profissionais, a gente terá de procurar uma maneira mais simples e eficiente de realizar esse controle.”

A fim de resolver o impasse com os sindicatos, Okumoto afirmou que está agendando reuniões para “discutir [o assunto] com clareza”.

Segundo o Sindicato dos Médicos do DF, disse que a suposta “resistência por parte dos sindicatos em relação a cobrança de eficiência dos servidores” causa estranheza. “É fundamental haver uma conversa e é, no mínimo, preocupante que faça esse tipo de afirmação sem ter havido qualquer contato, muito menos discussão de propostas ou medidas”, informou.

Hospital de Base

O futuro secretário declarou também que ainda não há definição sobre o futuro do Hospital de Base. Ou seja, está indefinido se a gestão continua por meio de um instituto ou se volta a ser como era antes. Okumoto disse estar juntando todas as informações sobre o hospital para tomar uma decisão quanto ao assunto.

“Estamos buscando dados na equipe da transição. Inicialmente, parece que os dados são bons, mas a gente ainda está avaliando.” (G1)


Deixe seu comentário