Nomes já são ventilados para substituir dois ministros do Supremo Tribunal Federal

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Apesar de os ministros Celso de Mello e Marco Aurélio Mello serem substituídos somente em novembro de 2020 e julho de 2021, respectivamente, até o momento, três nomes são cotados para indicação do presidente da República 

 

Por Maurício Nogueira

Os nomes para serem indicados pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, a ocupar duas vagas no Supremo Tribunal Federal (STF) começam a ser cogitados. A primeira vaga será aberta em 1º de novembro de 2020. A vacância será do ministro Celso de Mello, quando terá alcançado 75 anos de idade. Enquanto a segunda transcorrerá, somente em julho de 2021, momento em que ministro Marco Aurélio Mello se aposentará do STF.

Bolsonaro avisou que pelo menos um deles será evangélico. O chefe da Advocacia-Geral da União, atualmente é André Luiz Mendonça. Ele é pastor da Igreja Presbiteriana, em Brasília, de 46 anos e a postura técnica dele tem chamado a atenção. O que se sabe também é que Mendonça está descolado de liderança religiosa específica. Assim, seria mais fácil que a Corte não colocasse objeções quanto ao nome.

O ministro da Secretaria-Geral e titular da Subchefia para Assuntos Jurídicos, Jorge Oliveira, apoia o nome de Mendonça. Além disso é considerado um dos mais influentes conselheiros por Bolsonaro.

O juiz federal Marcelo Bretas, da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, é cotado para vaga no Supremo. Comparece frequentemente à Comunidade Evangélica Internacional da Zona Sul da cidade. Bretas tem boas relações com o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel.

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Ele também tem proximidade do filho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). Alinhado, politicamente, a Bolsonaro declara posições favoráveis à pauta do governo federal e com frequência se manifesta em redes sociais utilizando citações religiosas.

O outro cotado é o juiz federal William Douglas , escritor de livros cristãos, coach motivacional e pregador em diversas denominações evangélicas.

Agora, correndo por fora, o ministro da Justiça, Sergio Moro, recebeu a indicação de Bolsonaro em uma entrevista, que tinha feito um “compromisso” para indicá-lo à Corte. As declarações sobre a indicação de um evangélico para o STF aumentam as incertezas de que Moro seja pinçado pelo presidente da Repúplica para a mais alta Côrte.