Albert Einstein e Sírio Libanês farão testes com sangue de curados: covid

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Um profissional de saúde realiza um teste finalizado em um local de testes de coronavírus fora dos Serviços Comunitários de Saúde Internacionais no Distrito Internacional de Chinatown durante o surto de doença por coronavírus (COVID-19) em Seattle, Washington, EUA, em 26 de março de 2020. REUTERS / Lindsey Wasson
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24 horas depois de a Anvisa liberar tratamento experimental com sangue de pessoas que se recuperaram de covid-19, dois hospitais brasileiros de peso – o Israelita Albert Einstein e Sírio-Libanês – saíram na frente e anunciaram que vão começar a fazer testes clínicos.

Os testes serão feitos com o plasma de pacientes recuperados, para serem usados em pessoas que estão com coronavírus em estado grave.

A assessoria dos hospitais confirmou a informação e disse que vai divulgar mais detalhes sobre os testes experimentais nesta segunda-feira, 6.

Entenda

Uma semana depois dos EUA, a Anvisa liberou no Brasil, neste sábado, 4, o tratamento experimental com sangue de pessoas que se recuperaram do coronavírus.

O tratamento com plasma convalescente deverá ser usado em situações especiais, considerando a emergência de saúde pública, a gravidade da doença e a condição de risco iminente à vida do paciente.

O médico é quem deverá tomar decisão de usar o procedimento. Ele também terá que esclarecer ao paciente que o tratamento é experimental, falar sobre os riscos envolvidos e pedir o consentimento dele, ou dos familiares, para aplicar o tratamento.

A nota técnica emitida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária diz que o método deverá ter a sua eficácia aprovada pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) e Ministério da Saúde, mas já pode ser utilizado em caráter experimental, para pacientes em estado grave – desde que siga as normas previstas para a realização de pesquisa em seres humanos no Brasil.

Como

De acordo com a Anvisa, o soro convalescente humano tem potencial para ser uma opção no tratamento da covid-19.

É que as pessoas que têm a doença e se recuperam, criam anticorpos para combater o coronavírus.

E essas imunoglobulinas, proteínas presentes no plasma convalescente, podem ajudar a combater a infecção em outras pessoas.

No caso da covid-19,  o acesso a esse tratamento pode ser rápido, desde que exista um número suficiente de pessoas que se recuperaram da doença e que possam doar o plasma com imunoglobulinas para reagir contra o vírus.

Deu certo antes

Apesar de ser experimentar, o procedimento já foi colocado em prática com sucesso para o tratamento da SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave) e nas epidemias de ebola e H1N1.

Este ano ele foi adotado pelo Hospital Policlínico de Pavia, na Lombardia, no norte da Itália. A primeira doação recebida foi de um casal de médicos, informou a imprensa italiana.

Com informações do R7