Enterro de Ágatha Félix é marcado por comoção e protestos contra Witzel

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An uncle of 8-year-old Agatha Sales Felix, who was killed by a stray bullet, at the Alemao complex slum during a police operation reacts during her funeral in Rio de Janeiro, Brazil September 22, 2019. REUTERS/Pilar Olivares
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“Vamos ver até quando esse governo vai acabar com as famílias, vai acabar com o futuro promissor das nossas crianças”, disse o avô de Ágatha,  Ailton Félix.

 

Aos gritos de “Justiça” e protestos contra o governador Wilson Witzel, a menina Ágatha Félix, 8, foi enterrada neste domingo (22). Ela foi baleada na sexta (20), no Complexo do Alemão, zona norte do Rio, quando voltava para casa com a mãe.

Em clima de revolta e grande comoção, o enterro foi acompanhado por familiares e moradores do complexo.

“Vamos ver até quando esse governo vai acabar com as famílias, vai acabar com o futuro promissor das nossas crianças”, disse o avô de Ágatha,  Ailton Félix.

A Polícia Militar diz que reagiu a ataque de criminosos e houve troca de tiros. Moradores e familiares, porém, questionam a versão e dizem que a polícia disparou na direção de uma moto que passava perto da kombi onde ela estava.

O enterro ocorreu em um clima de revolta e grande comoção. Antes do velório, moradores do Complexo do Alemão realizaram uma manifestação, caminhando até o bairro de Inhaúma, onde Ágatha foi enterrada, acompanhados por um cortejo de mototaxistas da comunidade.

Quando o corpo deixou a capela do velório, os presentes gritavam “Justiça” e “Witzel é assassino”. Os mototaxistas fizeram um buzinações. Precedido por faixas contra a violência  –”parem de nos matar”, dizia uma delas, o cortejo andou por 500 metros até o cemitério de Inhaúma.

“Ela está agora no céu, que é o lugar que ela merece”, dizia o avô, que seguiu o carro funerário abraçado a parentes e amigos. “O mundo está vendo o que aconteceu com a minha neta”, protestou. (JBr)