Mais Médicos será substituído e ficará mais eficiente, segundo Ministério da Saúde

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O novo programa está em gestação no MS, mas em fase de finalização, Mandetta ainda participará de audiências públicas para ouvir sugestões e aprimorá-lo

 

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, vai apresentar a deputados e empresas da área médica a tentativa de criar um novo programa para ocupar o lugar do Mais Médicos.

A informação é do secretário de Atenção Primária à Saúde, Erno Harzeheim, que participou nesta quinta (13) de uma audiência pública na Câmara dos Deputados.

“É determinação desde o início dessa gestão do ministro Mandetta que montássemos um novo programa em substituição gradual ao Mais Médicos. Esse programa está em fase final de elaboração. A partir da próxima semana o ministro vai começar a fazer diversas audiências com congressistas para mostrar o que fizemos e colher, ainda de maneira não pública, opiniões, críticas e sugestões”, explicou Harzeheim.

Novos critérios e transparência – Uma das mudanças que o novo programa trará será a adoção de critérios mais objetivos e transparentes para definir a distribuição dos médicos, de acordo com o secretário.

“Nesse novo programa vamos ter um outro critério de classificação dos municípios, um critério mais claro que determina que município deve receber ou não um sistema de provimento do Governo Federal”.

Substituição gradual – A substituição do Mais Médicos ocorrerá de forma gradual e os atuais contratos dos profissionais serão mantidos até o final.

“Quem está hoje no Mais Médicos tem a garantia de que vai terminar o seu contrato e a substituição vai ser gradual, pouco a pouco, nada abrupto vai ser feito nesse sentido”, garantiu Harzeheim.

Prioridade para menos favorecidos – O secretário acrescentou que o novo programa aborda os eixos que precisam ser enfrentados para que haja mais e melhores médicos trabalhando na atenção primária e na saúde da família.

Entre eles o provimento de médicos em municípios pequenos afastados dos grandes centros e também junto às populações mais vulneráveis das cidades maiores.

Fonte: Ministério da Saúde

Foto: Erasmo Salomão/MS