Pesquisa revela que 41% dos praças das PMs nas redes são bolsonaristas

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Pesquisa realizada pelo Fórum Brasileiro da Segurança Pública, revela que 41% dos soltados, sargentos, subtenente (os praças) e cabos das polícias militares do Brasil compartilham em ambientes bolsonaristas no Facebook.  Já 25% integram a redes bolsonaristas vistas como radicais pelos pesquisadores.

Ao todo, 12% dos PMs nessa rede social compartilham comentários contrários ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Congresso.

O dado foi obtido a partir de um levantamento do Fórum feito em parceria com a empresa de inteligência digital Decode. O estudo levantou o nome de mais de 885 mil policiais civis, militares e federais do País no Portal da Transparência e os procurou nas redes. 16% deles têm perfis no Facebook. A pesquisa se concentrou em analisar mais de 2,8 milhões de interações de 879 agentes de segurança com perfis abertos, de acesso público, para não violar a privacidade dos policiais. Apenas 6% dos agentes interagem com pautas ligadas aos direitos humanos.

O diretor-presidente do Fórum, Renato Sérgio de Lima, afirma que a pesquisa foi feita para tentar mensurar uma percepção já identificada de proximidade das forças de segurança com as pautas bolsonaristas. Ele destaca que, historicamente, as polícias de todo o mundo têm proximidade com pautas de viés conservador, de manutenção da ordem.

“Ser conservador não é problema nenhum. É um segmento da sociedade. O que chamou a atenção da gente é que, dentro deste grupo, tem uma parcela defendendo a ruptura institucional. Este sim é um problema.” A questão, para Lima, é o fato de o efetivo das corporações serem grandes e estarem armadas ao defender esses discursos. O tema precisa receber atenção de demais órgãos de estado, como o Ministério Público, e das próprias corregedorias, ainda na avaliação do fórum.

Um dos fatores que o Fórum avalia como catalisadores da participação desses agentes na rede o é o próprio discurso empoderador das polícias trazido pelo grupo político do presidente. “(Os policiais) se sentem empoderadas a partir do discurso do Bolsonaro e se sentiram à vontade inclusive para dizer contra o congresso, prender o Supremo.” (Estadão Conteúdo)