Câmara homenageia presidente do TRE-DF com título de Cidadão Honorário de Brasília

0
51
Compartilhe

 

A Câmara Legislativa do Distrito Federal concedeu, nesta segunda-feira (11), o título de Cidadão Honorário de Brasília à presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF), Carmelita Indiano Americano do Brasil Dias. O título foi proposto pela deputada federal Celina Leão (PP-DF) quando ainda ocupava uma cadeira no Legislativo distrital, mas a cerimônia foi conduzida pelo presidente da Casa, deputado Rafael Prudente (MDB).

Em seu pronunciamento inicial, Prudente contou a trajetória pessoal e profissional da magistrada, desde seu nascimento até seus 50 anos de serviço público, que lhe renderam diversas medalhas. Carmelita Dias nasceu em Manhumirim (MG) e se formou em Direito pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), onde atuou como professora, ocupação que também desempenhou na capital federal.

Após a graduação, veio para o DF cursar o mestrado, em Direito e Estado, na Universidade de Brasília (UnB). Iniciou a carreira em 1984 no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). Lá trabalhou como juíza até 2002 quando foi promovida a desembargadora e depois a vice-presidente do TRE-DF. Atualmente, ela é a segunda mulher a ocupar o cargo de presidente do Tribunal.

Prudente disse que a presença de mulheres em cargos chave em todos os três poderes, e outras áreas profissionais, demonstra progresso em relação à opressão sistemática que as atinge desde sempre e que a homenageada gera empoderamento ao ocupar uma posição de poder. “O caminho ainda é longo, mas está sendo trilhado e Vossa Excelência é um exemplo a ser seguido. É firme, direita, equilibrada, querida e respeitada por todos. Com uma autoridade exercida de forma exemplar”, afirmou.

Ludmila Leão, representante de sua irmã Celina Leão, leu uma carta da deputada que, por estar cumprindo agenda oficial da Câmara dos Deputados na sede da Organização das Nações Unidas em Nova Iorque, não pôde comparecer. Na carta, a parlamentar elogiou a trajetória e postura da presidente: “O seu exemplo e história mostram que, com competência e trabalho, tudo pode ser alcançado. Essa homenagem é o reconhecimento de uma trajetória de vida digna, vitoriosa e que enobrece ainda mais esse diploma de Cidadão Honorário”, declarou.

O advogado Deoclécio Dias Borges, marido de Carmelita desde 1971, agradeceu à CLDF pela honraria e citou os requisitos necessários para a concessão do Título, todos atendidos plenamente pela homenageada. Borges salientou a importância da conduta exemplar de sua esposa e citou Aristóteles: “A grandeza não consiste em receber homenagens, titulações, e sim merecê-las”.

Já o presidente do TJDFT, Romão Cícero de Oliveira, falou sobre a criação de Brasília, desde sua concepção, e da posterior consolidação do TRE. Em sua opinião, devido à enorme responsabilidade que sua ocupação demanda, a desembargadora incorpora o sonho de figuras históricas importantes, como Juscelino Kubitschek, Dom Bosco e o Marquês de Pombal.

Também fez parte da homenagem, a promotora de Justiça Fabiana Costa, procuradora Geral do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, que elogiou a “competência inquestionável e o compromisso institucional que pautam a postura da ex-juíza”. “A senhora jamais se curvou ou abandonou a bandeira da Justiça. Carregou-a com elegância e demonstrou, com seus feitos, que mulheres têm plena capacidade de assumir funções de poder, sem qualquer sentimento de peso ou vergonha, sem prejuízo de obrigações paralelas”, completou.

A desembargadora eleitoral do TRE-DF, Diva Lucy, afirmou que a forma como Carmelita trabalha afeta não apenas mulheres, mas sim todos seus colegas: “Ela tem um dom de empoderar a todos que estão a sua volta. É alguém que sabe valorizar cada um naquilo que tem e respeitar cada um nas dificuldades que enfrenta”.

Em seu agradecimento, Carmelita destacou que sua atuação é pautada pela tentativa de compatibilizar o que chamou de “leis divinas e leis dos homens”, pois acredita que “justiça sem amor é vingança e amor sem justiça é desvario”. E também frisou que, mesmo antes do Título, já se sentia brasiliense desde que chegou à cidade, mas que recebê-lo é uma honra inigualável que muito a engrandece. “Como não se encantar por Brasília? Uma cidade que respira espiritualidade. Onde até mesmo o cemitério é chamado de Campo da Esperança. Eu vim, vi e me encantei”, concluiu.

 

Fonte: CLDF