Inframérica promete a Ibaneis acabar venda abusiva de assinaturas no aeroporto de Brasília

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Secretário de Justiça, Gustavo Rocha, acionou o Procon contra o assédio aos consumidores.

 

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), resolveu interferir para acabar de uma vez por todas com a forma de venda abusiva de assinaturas de revistas no aeroporto de Brasília. Conseguiu.

Ao final de reunião com o presidente da Inframérica, Jorge Arruda, e com o secretário de Justiça e Cidadania, Gustavo Rocha, superior hierárquico do Procon-DF, o executivo da concessionária prometeu não mais permitir a atuação de qualquer empresa vendendo assinaturas de revistas no local.

As técnicas de venda de assinaturas de revistas da Editora Três, que se utilizam do assédio e de truques para obtenção dos dados de cartões de crédito dos incautos, motivaram centenas de queixas ao Procon-DF de clientes lesados, que não conseguiam anular a compra forçada.

O golpe da mala
Moças usando uniforme semelhante ao de aeroviários abordavam passageiros indagando-lhes sobre a passagem e destino, enquanto os conduziam a um canto, próximo ao balcão do quiosque de vendas.

Afirmavam que portadores de cartões de crédito Visa e Master Card ganhavam uma mala de brinde. Quando a vítima manifestava algum interesse pelas malas, elas pediam o cartão de crédito para conferir a bandeira e, com a agilidade dos golpistas, já se apropriavam dos dados do cartão.

O cliente percebia tardiamente que já se tornara assinante de revistas que não queria e tentava cancelar a compra. Aí começavam as dificuldades. O tempo ia passando e a vítima passava a se preocupar com o horário do seu embarque. A vítima acabava convencida aa ir embora, para não perder o voo, e tentar o cancelamento da assinatura por telefone – algo, é claro, que jamais conseguiam. Assim, os pagamentos da assinatura eram descontados mês a mês.

Burla à interdição
O Procon-DF interditou os guichês da empresa de vendas de assinaturas de revistas no aeroporto de Brasilia, mas seus donos burlaram a interdição mudando a razão social da empresa e voltando a atuar, com a autorização e cumplicidade da concessionária Inframérica.

O Procon-DF voltou a autuar os responsáveis pela empresa, interditou novamente o quiosque, e também decidiu notificar a própria Inframérica a explicar sua atitude omissa e até cúmplice, ficando a concessionária sujeita a multa que poderia chegar a R$9 milhões. (DP)