Vídeo | Lobo-guará é surpreendido no Condomínio Entre Lagos

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O planalto central já conhece a época de seca. E, claro, as consequências para os seres humanos, como a secura que castiga fazendo até o nariz escorrer sangue, principalmente, dos que não estão acostumados com o clima. Os animais silvestres e selvagens também tem alteração de rotina, principalmente para escapar das queimadas que crescem a cada época de seca.

Mas os animais, em época de seca entre junho e outubro – o mês que é o último período da seca, quando começa a aumentar a nebulosidade e as primeiras chuvas após o período árido se verificam – também sofrem com as queimadas, invariavelmente provocadas pelo homem. Um lobo guará adulto foi flagrado por uma moradora Márcia Vilarindo do Condomínio Entre Lagos que produziu um vídeo para não deixar dúvidas.

A via em que o lobo foi acompanhada por alguns metros estava próximo à etapa 2 do condomínio. Ao avistar as luzes do veículo, bem cedinho quando a moradora levava uma filha para a parada na manhã de quinta-feira (6) semana disparou em elegante passadas como se fosse um cavalo de raça galopando. Ele se dirigiu a uma mata dentro do condomínio. Segundo a moradora a reserva ambiente é preservada pelo condomínio na qual são vistos animais silvestres com frequência.

Muito provavelmente, o lobo guará, que não se sabe se tratar de macho ou fêmea, devido às queimadas na região do Distrito Federal acaba por se aproximar mais das áreas urbanas em busca de segurança e até alimentos, segundo biólogos.

A moradora Márcia Vilarindo ao levar sua filha na parada nesta manhã, não imaginava que ao retornar para sua casa iria flagrar uma cena rara.
Segundo ela, o lobo estava próximo as residências da etapa 2 do condomínio Entre Lagos e quando avistou o carro, começou correr até adentrar numa matinha ali msm dentro do condomínio. O Condominio preserva uma reserva ambiental em seus domínios, há vários relatos nas redes sociais de moradores vendo animais silvestres por ali.

As espécimes vítimas das queimadas no Cerrado são lobos-guará, tamanduás-bandeira, veados campestres, tatus e papagaios. O animal silvestre, quando tem seu território destruído, sai em busca de outro local para viver. Quando o encontra e o local está sob domínio de espécies distintas ou até mesmo de animais da sua espécie, surge uma disputa por espaço. Os animais passam a se enfrentar e sobrevive o mais forte.

Vale lembrar que a fauna do Cerrado é composta por anta, ariranha, arara, capivara, cascavel, cachorro-do-mato, jiboia, cervo, lontra, macaco-prego, quati, onça-pintada, preá, gambá, tamanduá, tucano, lobo-guará, porco-espinho, seriema, jaguatirica, pica-pau-do-campo, gavião-carijó, gato-maracajá, veado-mateiro, pato-mergulhão, entre outros.

As queimadas podem ser criminosas

Já é uma tradição provocar queimadas, a prática da atividade agropecuária que ocorre com frequência no Cerrado. Isso porque a estratégia gera poucos custos para o preparo inicial do solo. Mas não é sempre assim, há queimadas criminosas também.

Há a ainda o princípio de grandes incêndios que começam com apenas uma bituca de cigarro jogada em fumantes ao longo das rodovias. A fagulha somada às temperaturas elevadas, o tempo seco e a baixa umidade relativa são ingredientes fatais à ignição para início de queimada.

A maior parte das queimadas, porém, ocorre por ação humana, por razões variadas: limpeza de pastos, preparo de plantios, desmatamentos, colheita manual de cana-de-açúcar, vandalismo, queda de balões, disputas fundiárias e protestos sociais, entre outras. O Brasil perde, a cada ano, cerca de 15 mil km2 de florestas naturais por causa de incêndios. Na América do Sul, são 40 mil km2 queimados por ano.

As queimadas alteram ou mesmo devastam totalmente os ecossistemas: destroem a fauna e a flora; ao matarem os microrganismos do solo, tomam-no mais pobre; calcinando a sua superfície, reduzem a penetração de água no subsolo.

De um ponto de vista mais amplo, as queimadas são responsáveis por modificações na composição química da atmosfera e, por extensão, influem de forma negativa sobre as mudanças climáticas do planeta, contribuindo para o aumento do efeito estufa e, portanto, para o aquecimento global.

O monitoramento das queimadas

 

O Cerrado apresenta um rápido poder de recuperação, em curto período rebrota após o fogo e atrai diversos animais herbívoros em busca de forragem nova. Algumas espécies como os Anus, Carcarás e Seriemas, seguem as queimadas, e se alimentam de insetos e répteis atingidos pelo fogo. Mas a debandada de animais em época de queimadas sempre é preocupante.

Atualmente, a maioria das queimadas ocorre através de ações do homem. A intensa ocupação e o desenvolvimento da atividade agropecuária no bioma modificaram sua paisagem, causando perdas inestimáveis na biodiversidade do Cerrado.

Brigadistas

O governo do Distrito Federal abriu processo de contratação de 148 vagas, sendo 120 para brigadistas florestais combatentes, 24 para chefes de brigada e quatro para supervisores de brigada.

A contratação faz parte do Plano de Prevenção de Combate aos Incêndios Florestais (Ppcif), elaborado pela Secretaria do Meio Ambiente (Sema) para combater incêndios nas unidades de conservação do DF. Os novos profissionais também vão trabalhar em parceria com o Corpo de Bombeiros do DF e demais órgãos que compõem o PPcif. Com informações do Instituto Brasília Ambiental (Ibam).