Melhorias na Região de Saúde Sudoeste avançam e população já sente os benefícios

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Mais de R$ 5 milhões estão sendo investidos em todas as unidades.

 

Na gestão do atual governo do Distrito Federal, a Secretaria de Saúde tem realizado vultosos investimentos para melhorar a infraestruturas dos equipamentos de saúde. Na Região Sudoeste, a maior parte dos prédios que abrigam os serviços de saúde está passando por manutenção, reformulações e adaptações. Visando a melhorar os ambientes para o atendimento à população, mais de R$ 5 milhões estão sendo executados por duas empresas de manutenção predial nos hospitais, unidades básicas, Centros de Atenção Psicossocial e outros estabelecimentos.

 

Com a abrangência de cinco regiões administrativas, a população a ser atendida é de quase um milhão de pessoas, sendo que grande parte depende do Serviço Único de Saúde (SUS).

 

Para otimizar o atendimento e a acessibilidade da população, cada unidade pode apontar suas necessidades, como a UBS 2 do Recanto das Emas, que construiu escadaria e rampa de acesso, onde antes o caminho era pelo gramado.

 

“A população gostou muito da melhoria, principalmente os pacientes cadeirantes, que usam muletas, com dificuldade de locomoção dentro da unidade e as mães que trazem bebês nos carrinhos para as consultas. Gerou maior flexibilidade e acessibilidade na unidade, além da aparência ter ficado mais agradável e bonita”, avalia a gerente Rogéria kelly Araujo Lima.

 

Uma mudança mais simples, mas que vem recebendo elogios dos usuários é a criação de um fraldário na UBS 3 do Recanto das Emas. “Achei legal a iniciativa. A gente estava precisando realmente. Queria agradecer por tudo que estão fazendo por nós, pelas nossas crianças”, agradeceu Zarah Gomes Linhares, mãe do Emanuel. A sala recebeu pintura e adequação, com uma mesa para a troca de fraldas das crianças.

 

As pequenas e as grandes transformações, visíveis ou não, garantem a qualidade da estrutura, melhorando os ambientes tanto para os pacientes quanto para os servidores, assegura o superintendente da Região de Saúde Sudoeste, Luciano Moresco Agrizzi.

 

Segundo ele, “é perceptível a mudança estrutural que está acontecendo em todas as unidades da região. Elas são primordiais para mantermos e aprimorarmos a qualidade do atendimento à população”.

 

O gestor ressalta o cuidado que se deve ter com a Atenção Primária, Secundária e a hospitalar, pois a gente equilibra o atendimento e mantém os usuários melhor assistidos. “Estamos trabalhando para que tudo ocorra com celeridade e transparência”, afirma Agrizzi.

 

OBRAS – As modificações, na Região Sudoeste, estão sendo realizadas pelas duas empresas de manutenção predial com contrato vigente. Uma delas atende as unidades de Samambaia e do Recanto das Emas, e a outra responde por Taguatinga, Vicente Pires e Águas Claras.

 

As regiões administrativas de Samambaia e do Recanto das Emas somam 22 unidades básicas de saúde, três Caps e um Ambulatório de Saúde Funcional. Para atender às demandas de manutenção dos prédios onde funcionam esses serviços, foram destinados R$ 1.190.000,00, dos quais R$ 1.160.000,00 já foram empenhados.

Nessas unidades, foram realizadas a revitalização de paredes, da alvenaria, pintura, troca de forro e de telhas, além da recuperação de corrimãos, pisos e guarda-corpos.

 

Foto: Divulgação/Saúde-DF

Já em Taguatinga, Águas Claras e Vicente Pires se localizam 12 UBS, dois Caps, uma Central de Radiologia e uma policlínica. Para estas unidades foram destinados R$ 1.227.612,88, dos quais já foram empenhados R$ 1.158.954,34.

 

Com esta verba, foi possível trocar as lâmpadas comuns por outras de LED; realizar a manutenção elétrica e melhorias hidrossanitárias em todas as unidades. Na Central de Radiologia e nas unidades de Taguatinga, foi efetuada a manutenção elétrica geral, a reformulação das portas e das entradas de energia elétrica, além de pintura e manutenção dos banheiros.

 

O restante do orçamento está previsto para ser utilizado na conclusão de alguns serviços que serão executadas até o final do ano.

 

Foto: Divulgação/Saúde-DF

HOSPITAIS – Tanto o Hospital Regional de Taguatinga (HRT) quanto o de Samambaia (HRSam) estão passando por manutenção. Os prédios antigos não vinham recebendo o cuidado adequado e agora passam por diversas melhorias.

 

O orçamento para o HRT é de R$ 1,7 milhão e deve custear as manutenções de parte da rede elétrica, troca de piso, das esquadrias do ambulatório e do prédio principal, pintura de algumas áreas e a manutenção das galerias de serviço, que ficam abaixo do subsolo da unidade, por onde passam redes de água, esgoto, eletricidade e a tubulação de oxigênio.

 

De acordo com o superintendente, a manutenção desse espaço é fundamental para evitar princípios de incêndio, como o ocorrido no início do ano. A previsão é de concluir os serviços ainda neste mês de dezembro, quando se encerra o contrato emergencial com a empresa de manutenção predial.

 

Cerca de R$ 1,3 milhão foram destinados ao HRSam, onde os reparos incluíram a fachada, que foi revitalizada, e outras melhorias internas, de readequação de espaço e que priorizaram o atendimento humanizado, focando nas necessidades dos usuários.

 

HUMANIZAÇÃO – A supervisora de Enfermagem, Thais Maria Alves Pereira, destaca como um dos pontos mais positivos desta reformulação o novo local de acolhimento. “Agora, temos um espaço físico adequado para o atendimento aos pacientes, mais confortável, com privacidade, individualidade e com possibilidade do acolhimento dos que são trazidos pelo Samu e bombeiros. Isso, antes, não havia, pois não entrava maca no antigo local”, relata a servidora.

 

Esses investimentos na infraestrutura vêm refletindo no desempenho das equipes e nos números de atendimentos dos maiores equipamentos de saúde da região: os hospitais públicos.

 

HRT – Somente nesta unidade foram realizadas ações em várias especialidades para dar maior celeridade às cirurgias. Entre abril e setembro, foi realizada a força-tarefa para as cirurgias de catarata. O volume de operações realizadas quase dobrou, contabilizando 587 cirurgias em cinco meses.

 

A iniciativa foi desencadeada para atender as pessoas que aguardavam pelo procedimento desde 2017. Hoje, os pacientes mais antigos datam do final de 2018.

 

A paciente Eliana Maria Carvalho Costa, de 60 anos, foi uma das primeiras beneficiadas pela força-tarefa. Depois de esperar por dois anos, finalmente pode fazer o procedimento nos dois olhos. “Estou enxergando melhor as letrinhas, principalmente de perto, e espero melhorar mais ainda”, disse ela, satisfeita com o atendimento recebido.

 

Também foram realizadas forças-tarefas para a reconstrução de mamas contabilizando 73 procedimentos, no Outubro Rosa; e dedicada à saúde do homem, com a concretização de 29 cirurgias, no Novembro Azul.

 

Além dessas ações, o hospital manteve a força-tarefa da Ortopedia, com operações acontecendo todas as terças-feiras à noite, dando prioridade aos procedimentos de baixa e média complexidade, perfazendo até cinco cirurgias por noite; e a força-tarefa da Ginecologia, na qual, todas as quintas-feiras também à noite, até três mulheres tiveram seus procedimentos realizados.

 

Geanelise Stoffel Pereira (47) resume bem o sentimento da maioria das pacientes que participaram da ação do Outubro Rosa na unidade. “É um alívio, porque é uma vida de luta contra isso (câncer). Mas eu já estou me sentindo maravilhosa”, comemorou a paciente quando ainda estava em recuperação.

 

Com todas essas ações, de janeiro a novembro, o Centro Cirúrgico do HRT registrou 5.017 cirurgias, entre eletivas e de urgência. Já no Centro Obstétrico, o total de partos realizados somam 3.942, dos quais 1.664 foram cesarianas. Nesta soma não estão contabilizados os pequenos procedimentos realizados no Pronto-socorro e nem os do Ambulatório.

 

EMERGÊNCIA – Somente no Serviço de Emergência, o HRT registrou uma média mensal de 16 mil atendimentos. Mais de 530 pacientes passaram pelo Pronto-socorro diariamente.

 

Foto: Divulgação/Saúde-DF

Para dar celeridade ao atendimento das crianças, um novo protocolo de encaminhamento vem agilizando o serviço na Emergência da Pediatria. Os pacientes com classificação de risco amarela estão sendo direcionados para atendimento imediato no ambulatório local. Essa medida é chamada Rota Rápida, por meio da qual são destinadas vagas diariamente para esses pacientes de emergência, sem afetar a agenda daqueles encaminhados pelas UBS da região por meio da regulação.

 

Uma parceria com a administração regional de Taguatinga e com o Taguatinga Shopping, garantiu a revitalização do espaço de acolhimento e de espera do Pronto-socorro do HRT, conferindo mais conforto e segurança aos usuários e servidores.

 

Também a área interna passou por adaptações, redefinindo as áreas da internação e readequando os espaços para melhorar a funcionalidade e, consequentemente, o atendimento e a segurança do paciente, seguindo as diretrizes estabelecidas na implantação do projeto Lean nas Emergências, do Ministério da Saúde.

 

Como enfermeiro e supervisor do Pronto-socorro, Melchior Brito de Oliveira faz uma avaliação das mudanças. “Eu percebo um setor mais organizado, com menos pacientes nos corredores, mais limpo. Isso tem melhorado o trabalho dos servidores e a qualidade do atendimento aos pacientes”, avalia.

 

HRSAM – O Hospital Regional de Samambaia (HRSam) inovou e vem realizando um atendimento cada vez mais humanizado com as gestantes, puérperas e familiares. Desde o mês de agosto o hospital recebe as grávidas encaminhadas pelas UBS para conhecer o hospital e os procedimentos adotados pela unidade.

 

A gestante Juliana de Souza, 35 anos, se sentiu mais tranquila com a oportunidade de visitar o hospital e conhecer seus direitos. “Na primeira gestação, 17 anos atrás, a gente não tinha essa estrutura. Então, é um tempo diferente. Para mim, é muito importante”, reflete a mãe.

 

Outra iniciativa visa a incentivar a participação dos pais durante o tempo de permanência de mães e bebês no hospital. Foi criado o certificado Pai Nota 10, entregue a todo pai que acompanhou o pré-parto, parto e pós-parto.

 

Feliz por receber o certificado, Walisson Vinícius conta que acompanhou todos os momentos, da gravidez ao parto. “A sensação é de felicidade ao pegar o bebê logo após o nascimento. Já consigo fazer tudo no cuidado da minha filha”, relata o pai.

 

Foram realizados 3.910 partos no HRSam, de janeiro a novembro, sendo 1.282 cesáreos e 2.628 normais. A unidade também realiza procedimentos na Cirurgia Geral, que somaram 2.978 operações neste ano.

 

NOVIDADES NAS UBS – Neste ano, a Região de Saúde Sudoeste ganhou novos pontos de dispensação de medicamentos psicotrópicos. Saltou de sete para 13 unidades básicas de saúde que entregam esse tipo de remédio aos usuários.

 

As novas farmácias se encontram nas UBS 1, 2, 3, 5 e 6 de Taguatinga, 12 de Samambaia e 1 de Águas Claras (Areal). O objetivo foi aproximar os locais de retirada da medicação da população, visando dar continuidade aos tratamentos.

 

Outra novidade foi a instituição da Sala de Acolhimento, projeto-piloto da Secretaria de Saúde, instalada na UBS 5 de Taguatinga, que atende à população por demanda espontânea mais rapidamente. A equipe realiza o primeiro atendimento e faz os encaminhamentos necessários.

 

Das 34 UBS da região, quatro estão abertas até as 22 horas. A novidade está agradando aos pacientes da região. “Não tem hora para passar mal, não é mesmo? Então, se um filho está com febre, alguém em casa se sentiu mal à noite, já temos para onde levar”, observa a dona de casa, Maria José Costa, que buscou atendimento na Unidade Básica de Saúde 2 do Recanto das Emas.

 

 

Josiane Canterle, da Agência Saúde

Fotos: Breno Esaki/Saúde-DF