Vídeo: motorista e Policial motociclista protagonizam perseguição de cinema

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Uma perseguição policial digna de filmes de ação de Hollywood não acabou bem para o infrator alcoolizado que dirigia um carro próximo a academia de Polícia civil no Riacho Fundo.

A MT 1583 Pelotão de motos do BPRv iniciou a perseguição quando o veículo quase provocou um acidente ao acessar a via de maneira arbitrária. A autoridade deu ordem de parada, mas o homem desobedeceu e continuou seguindo em direção ao Recanto das Emas.

Durante a fuga, o condutor tentou derrubar o policial de sua moto com o carro. Na Avenida de terra Monjolo, próximo a quadra 605 do Recanto das Emas, a abordagem enfim foi realizada, com apoio do GTOP do 27 batalhão do Recanto das Emas.

Alcoolizado, o infrator que resistiu a prisão entrou em luta corporal com as autoridades. Levado para a 27ª DP, foi lavrado o Auto de prisão em flagrante por embriaguez ao volante, direção perigosa, desobediência e desacato.

Bom de roda

Toda a perseguição e abordagem foi realizada pelo cabo Ramon Vieira, que demonstrando total controle de sua moto, conseguiu pegar o fugitivo. Há nove anos na corporação, cabo Vieira é oriundo do Batalhão de Trânsito.

No ano passado, o policial ingressou no pelotão de motos do Batalhão de Policiamento Rodoviário (BPRv), após realizar o curso do Batalhão de Motopatrulhamento tático PMDF (BMT).

O BPRv é o primeiro pelotão de motos da PMDF e responsável pelo policiamento e fiscalização das rodovias do DF, composto por aproximadamente 30 motociclistas.

Segundo o cabo, a perseguição foi algo que fugiu do comum:

“Às vezes fazemos alguns acompanhamentos, mas não existe tanta resistência assim. Nesse caso, fugiu um pouco da regra. Ele (o infrator) só parou quando não tinha mais jeito. Durante todo o percurso ele tentou jogar o carro em cima de mim, rodou na pista e colocou em risco a vida dos usuários da via”, explicou cabo Ramon.

Acostumado com a adrenalina desde cedo, o cabo começou a pilotar bem antes de ingressar na Polícia Militar, aos 18 anos. Hoje, com 32, pode-se dizer que Ramon trabalha onde sempre quis estar.

“Entrei no batalhão, principalmente por causa da escolta. É uma atividade bem dinâmica, é preciso uma destreza maior, e sempre em uma velocidade também acima, dentro do que a legislação permite dentro do regime de excessão”, comentou.

Confira toda a ação de cabo Ramon:

Fã de trilhas fora do asfalto, o policial não deixa de pilotar nem em seus momentos de lazer. “Gosto de fazer trilhas, fora de via. Existem alguns eventos policiais com motos preparadas para correr. Gostamos de nos reunir e fazer esse tipo de treinamento no kartódromo do Guará ou no autódromo de Brasília, quando liberado”, revelou. (JBr)