Anonymous divulga dados de Bolsonaro, filhos e aliados. “Hack acima de tudo, dados acima de todos”.

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A Anonymous Brasil, célula do grupo internacional de hackers mais famoso do mundo, vazou dados do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), dos seus filhos: vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ).

 

Além deles, também foram divulgadas informações pessoais dos ministros Abraham Weintraub, da Educação, e sua esposa, Daniela Weintraub, de Damares Alves, da Mulher, Família e Direitos Humanos. O empresário Luciano Hang e o deputado federal Douglas Garcia (PSC-RJ) também foram alvo do grupo.

A conta que vazou supostos dados de autoridades brasileiras nesta segunda estava sem publicar no Twitter desde outubro de 2018. No último domingo, anunciou a volta. “Chamado #AnonymousBrazilNeedsHelp. Estamos preparando nosso barco! Logo teremos vazamentos de dados, estamos preparando. #Anonymous #AntiFascista #Antifa Ajude com RT”, diz uma publicação.

Entre os dados, estão os números dos celulares, CPFs (Cadastros de Pessoa Física) endereços, bens declarados, participação em empresas e até dívidas. Todos foram compilados em um documento no Pastebin.
Por enquanto, apenas o deputado Douglas Garcia se pronunciou – e confirmou a veracidade das informações.

Contudo, a conta do Twitter da Anonymous Brasil foi retirada do ar cerca de uma hora depois do vazamento. Mesmo assim, o grupo fez uma nova conta e ainda compartilhou uma piada com o slogan do presidente: “Hack acima de tudo, dados acima de todos”.

Além disso, o grupo apontou que “os verdadeiros terroristas são Bolsonaro, Donald Trump e Eduardo Bolsonaro”.

Anonymous  nos EUA

O Anonymous também agiu durante os protestos espalhados pelos Estados Unidos. No sábado (31), um vídeo publicado promete a exposição de crimes cometidos por policiais durante todo o mundo.

Vale ressaltar que manifestações de norte-americanos completaram seu sétimo dia ontem (1) após a morte do negro George Floyd. Ele foi brutalmente assassinado por um policial branco, que o impediu de respirar com o joelho no pescoço de Floyd por mais de oito minutos.

Tim Watz, governador de Minnesota, já confirmou que os computadores do Estado sofreram ataques cibernéticos.

Diversas celebridades e esportistas têm se pronunciado contra o racismo. Maior jogador de basquete da história, Michael Jordan reagiu com um “basta” enquanto diversos jogadores da modalidade estão indo aos protestos. Já o piloto Lewis Hamilton criticou a Fórmula 1 pelo silêncio após a morte de Floyd: “alguns de vocês são grandes estrelas, mas ficam calados no meio da injustiça”, disparou.

Desde a morte de Floyd, dezenas de cidades têm viaturas da polícia queimadas, lojas saqueadas e caos por causa dos manifestantes. Em reação, as autoridades estipularam toques de recolher enquanto o presidente Donald Trump cobrou os governadores para “dominem” os ativistas.