Celso de Mello enviou a PGR pedido de apreensões de celulares de Bolsonaro e o filho Carlos indignados

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O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello enviou, nesta sexta-feira (22), à Procuradoria Geral da República (PGR) pedidos de apreensão dos celulares do presidente Jair Bolsonaro e do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos/RJ).

Também encaminhou um pedido de parlamentares para a realização de oitiva do chefe do Executivo no âmbito do inquérito sobre interferência política na Polícia Federal.

Três notícias-crime que foram apresentadas por partidos políticos e pedem novas diligências para apurar se o presidente tentou interferir na Polícia Federal.

Além de Bolsonaro, os autores também pedem que o celular do vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente, seja apreendido. Quem analisa as ações é o Procurador-geral da República, Augusto Aras, que não tem prazo para decidir.

Ao encaminhar as solicitações, Celso de Mello destacou que é papel do Estado apurar acusações criminais feitas por qualquer pessoa. “A indisponibilidade da pretensão investigatória do Estado impede, pois, que os órgãos públicos competentes ignorem aquilo que se aponta na “notitia criminis””, argumenta Mello no processo.

“Motivo pelo qual se torna imprescindível a apuração dos fatos delatados, quaisquer que possam ser as pessoas alegadamente envolvidas, ainda que se trate de alguém investido de autoridade na hierarquia da República, independentemente do Poder (Legislativo, Executivo ou Judiciário) a que tal agente se ache vinculado”, prossegue o magistrado.

Bolsonaro

Bolsonaro se pronunciou e disse que “não tem cabimento”. “Imagina um telefone, eu entrego ele, vai para o senhor Celso de Mello e ele resolve divulgar ligações com chefes de Estado, autoridades daqui ou trocas de ‘zap’? Não tem cabimento. Ele divulgou 99% da fita [da reunião ministerial]. É uma aberração, um ultraje, uma irresponsabilidade alguém querer ter acesso ao telefone funcional meu.”

Carlos indignado

Logo após a notícia sobre o pedido sair em jornais, o vereador Carlos Bolsonaro usou o Twitter para questionar o encaminhamento.

“Meu celular? Enquanto isso os do ex-piçóu Adélio protegidos há mais de um ano, processos contra Botafogo, Calheiros e outros sentados em cima há anos. Que crime teria cometido para tamanha velocidade e abuso? Nenhum. A narrativa do sistema continua em pleno vapor!”, escreveu.

 

Carlos Bolsonaro

@CarlosBolsonaro

Meu celular? Enquanto isso os do ex-piçóu Adélio protegidos há mais de um ano, processos contra Botafogo, Calheiros e outros sentados em cima há anos. Que crime teria cometido para tamanha velocidade e abuso? Nenhum. A narrativa do sistema continua em pleno vapor!

19,7 mil pessoas estão falando sobre isso
O presidente do STF, Dias Toffoli, determinou abertura de inquérito para investigar notícias falsas, compartilhadas via redes sociais, que atacam a Corte e os ministros. O anúncio foi realizado no começo da sessão no plenário, na tarde desta quinta-feira (14). O relator é o ministro Alexandre de Moraes.