Ibaneis rejeita reforço na segurança da Força Nacional para domingo

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O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, dispensou a Força Nacional para reforço da segurança na Capital Federal no domingo (5). Mesmo hospitalizado, se reuniu com o secretário da Segurança, Anderson Torres, para tomar a decisão. O presidente Jair Bolsonaro vem pedindo ao longo da semana para que seus apoiadores não saiam às ruas no domingo, não só em Brasília, mas em São Paulo e no Brasil.

 

A ideia é evitar o confronto entre os bolsonaristas e manifestantes, que foram classificados por Bolsonaro como “terroristas”, “marginais desocupados e maconheiros”, que, supostamente, defendem a democracia, integrados por torcedores das principais torcidas de clubes de futebol.

Ibaneis afirmou que as forças de segurança do DF são suficientes para controlar as manifestações. “Espero que não haja excessos, mas qualquer manifestação pacífica poderá ser feita”, afirmou o governador.

O uso da Força Nacional foi oferecido por Bolsonaro. Inclusive o pedido está nas mãos do ministro da Justiça, André Mendonça. Basta a assinatura dele para o acionamento imediato da Força Nacional que deverá ficar em prontidão.

O governo do DF planeja aumentar o efetivo de policiais nas ruas no domingo (7), e uma linha de defesa, formada pelos agentes, será formada diante dos edifícios do Palácio do Planalto, STF e Congresso Nacional.

Partidos da oposição, como o PSB e PDT, e os movimentos que organizaram manifestos a favor da democracia dos últimos dias, como o Somos 70%, o Basta! e o Estamos Juntos, também desencorajaram protestos nas ruas, em razão da pandemia de Covid-19.

Alguns órgãos estatais deverão utilizar tapumes para evitar que possíveis quebra-quebras provoquem danos materiais ao patrimônio público em Brasília.

Avenida Paulista

Em são Paulo, os manifestantes contrários a Bolsonaro se reunirão, pelo menos, segundo redes sociais, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp).

Já os manifestantes pró-Bolsonaro em princípio marcaram encontro em frente à sede da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp). Apesar do apelo do presidente de não haver concentrações no domingo. O governo estadual alertou que a região será isolada com reforço policial e revista nos acessos aos pontos de encontro.

Não serão permitidos passar pelos cordões de isolamento materiais que poderão ser utilizados em agressões, bem como armas brancas, facas, canivetes ou qualquer instrumento perfurante.