Justiça bloqueia R$ 37 milhões de ex-secretário de Saúde do RJ, homem-bomba

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Rio de Janeiro - O diretor do Hospital Pedro Ernesto, Edmar Santos fala durante reunião no Cremerj para propor estado de calamidade pública na saúde do Rio de Janeiro. (Tomaz Silva/Agência Brasil)
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O juiz Bruno Monteiro Ruliere determinou o bloqueio de até R$ 36.922.920,00 em bens e ativos do ex-secretário de Saúde do Rio de Janeiro Edmar Santos, preso hoje em operação que investiga desvio milionário de dinheiro público na compra de respiradores, informa O Antagonista.

O bloqueio visa à reparação dos cofres públicos em caso de condenação.

Na operação de hoje, foram apreendidos computadores, tablets e celulares em dois endereços de Santos, um em Botafogo, Zona Sul do Rio, e outro em Itaipava, na Região Serrana.

O ex-secretário é considerado o “homem-bomba” do governo de Wilson Witzel, que tentou mantê-lo na administração mesmo após as primeiras suspeitas de corrupção na compra emergencial e sem licitação de equipamentos para tratamento de pacientes com a Covid-19.

Ele pediu demissão depois que a Justiça barrou sua nomeação para a secretaria extraordinária de acompanhamento da Covid-19. Edmar Santos teve os sigilos quebrados bancário e fiscal quebrados. Chamado a depor na Alerj, ficou calado.

Segundo o Ministério Público, ele é o chefe de uma organização criminosa instalada na Secretaria de Saúde. Junto com ele, atuavam no esquema o ex-subsecretário de Saúde Gabriell Carvalho Neves Franco dos Santos, Gustavo Borges da Silva, Carlos Frederico Verçosa Duboc, além de controladores da empresa Arc Fontoura Indústria e Comércio de representações Ltda.