Polícia Civil faz operação contra pornografia infantil no Brasil e em mais quatro países

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Agentes policiais da Colômbia, Estados Unidos, Paraguai e Panamá também cumprem mandados de busca e apreensão.

Policiais de 12 estados do Brasil e de mais quatro países cumprem 112 mandados de busca e apreensão na manhã desta terça-feira (18), na sexta fase da Operação Luz na Infância. O objetivo é combater a pornografia infantil e a exploração sexual de crianças e adolescentes.

A operação, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, busca arquivos com conteúdo relacionado aos crimes de exploração sexual praticados contra menores de idade. Os suspeitos podem ser presos em flagrante caso a polícia encontre armazenamento, distribuição e produção do conteúdo.

A operação desta terça (18) é executada pela Polícia Civil dos seguintes estados:

  1. Alagoas
  2. Acre
  3. Ceará
  4. Goiás
  5. Mato Grosso
  6. Mato Grosso do Sul
  7. Paraná
  8. Piauí
  9. Rio de Janeiro
  10. Rio Grande do Sul
  11. São Paulo
  12. Santa Catarina

As penas para os crimes investigados variam de 1 a 8 anos de prisão. Quem armazena material de pornografia infantil tem pena de 1 a 4 anos de prisão. Para quem compartilha, a pena é de 3 a 6 anos de prisão. A punição para quem produz esse tipo de material é de 4 a 8 anos de prisão.

Confira recomendações do Ministério da Justiça e Segurança Pública para a prevenção de crimes de pornografia infantil e de exploração sexual contra crianças e adolescentes:

  • Denúncia: diante da suspeita de algum comportamento inadequado, a família deve denunciar na polícia, procurar ajuda de profissionais da área e utilizar canais de denúncia das redes sociais para reportar eventuais crimes ou irregularidades;
  • Controle parental: acompanhar o que crianças e adolescentes fazem no ambiente online. Há aplicativos e programas que permitem controlar que tipo de sites as crianças acessam, e em qual horário;
  • Orientação em casa: saber e explicar como as ferramentas e as redes sociais funcionam, o tipo de informação que retêm e como as pessoas ficam expostas;
  • Privacidade: verificar configurações de privacidade de redes sociais, para não deixar crianças expostas com localização identificadora de residência e outras informações pessoais;
  • Atenção com estranhos: a preocupação para que as crianças não falem com estranhos na rua tem de ser estendida para a vida online, alerta o ministério.