Toffoli e os achismos dele que não levam a lugar nenhum

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Toffoli, hoje, elogiou o Legisltivo e o Supremo e disse que é preciso ter “calma, serenidade e muito diálogo”. Impressionante…

Ele criticou an passant os sempre presentes “achismos” que ele mesmo, vez ou sempre, desanda a pronunciá-los. É muita pose sem contribuição aos problemas nacionais, com todo respeito.

O mau e velho mais do mesmo, recheado de achismos e o não tão menos famoso “é preciso isso e aquilo”. Só que do alto da Suprema Corte, não deveria ser tão inócuo. 

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, numa sexta-feira (3), ensolarada em Brasília, soltou mais alguns achismos sobre economia e saúde, durante uma webinar do site Jota. O ministro mantém o enfadonho mesmo discurso, eivado pelo percorrer em círculos, ao não sair do polêmico imbroglio debatido ao longo do discurso.

Sem parar parando, sem saída, ainda

O Brasil não pode parar, mas  tem que haver isolamento social.  Embora tenha ressaltado que o país “não pode parar”, ele soltou a pérola que é medida “fundamental”, no atual momento da pandemia do novo coronavírus. E veja outra obviedade, ele destacou a importância do diálogo e do uso de orientações técnicas em meio à crise da Covid-19.

Ele disparou mais uma outo diamente bruto, do alto de sua autoridade e conhecimento. “Temos que ter a consciência de que o Estado, como todos os países do mundo, vai ter que se endividar e aumentar a atuação como indutor da economia e como agente social para as pessoas mais vulneráveis”

O Supremo Tribunal Federal (STF) não fez mais nada do que a obrigação. Abrir o teto da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) entre outras flexibilizações concedidas pelo ministro Alexandre de Morais. Afinal, a situação é  de guerra.
A situação é de guerra contra um vírus letal que impõe  derrotas acachapantes aos EUA, União Soviética, China e países menos desorganizados da Europa. Os quais subestimaram a Covid-19. Incluindo o poderoso e murcho Donald Trump, diga-se murcho e pouco menos arrogante, que teve que isolar nada mais nada menos que  Nova Iorque.

“O parlamento e Supremo têm tomado decisões para facilitar o trabalho do Estado nessa realidade (da pandemia)”, enfatizou Toffoli.

Segundo o presidente do Supremo, é preciso ter “calma, serenidade e muito diálogo” para enfrentar o que considera “um dos piores momentos da história da humanidade”.

Durante os achismos o ministro destacou por vezes a importância do uso de orientações técnicas nas decisões relacionadas ao combate à pandemia. E teve mais, , apontou que, neste momento, é “fundamental seguirmos as orientações de isolamento máximo possível se não vamos ter um impacto no sistema de saúde”.

Vertical ou horizontal, não, a “saída” é “diagonal”

Toffoli foi diferente agora.  Ele declarou ser preciso “pensar na saída diagonal”, indicando que o Estado e o setor produtivo têm que se equipar e estabelecer protocolos técnicos. Olha que profundo.

“Nem é a questão horizontal nem a vertical. Vai chegar um momento que vamos ter que sair pela diagonal. Vamos ter que usar orientações técnicas, preparar outras áreas para ir saindo disso. A humanidade não vai ficar o resto da vida dentro de casa”, afirmou.

E o magistrado  continuou andando em círculos. “O País não pode parar, e isso não significa ser contra o isolamento. Precisamos ter o sistema essencial na sociedade”. Segundo ele, as decisões do Supremo têm sido nesta linha, sentiu o elogio de boca própria.

O ministro defendeu ainda “prudência e a serenidade no Judiciário” e indicou que o Conselho Nacional de Justiça tem lançado mão de recomendações para que o “achismo não prevaleça sobre os técnicos”.

Ele disparou, nesta sexta-feira, uma profusão de achismos. Os mesmos que ele não quer que se sobreponham aos técnicos. Mas ele pode. “¿Por que no te callas”, disse um certo rei espanhol. Lembrei dele. Claro, se for para mais do mesmo andar e círculos. Mas os holofotes sempre gritam mais alto.

Ainda bem que a imprensa e a liberdade de expressão são pilares da nossa democracia. Pronto escrevi.