Um a cada três políticos do Congresso pede para retirar conteúdos da internet

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Foram 479 ações, sendo o campeão o senador Eduardo Braga (MDB-AM), com 15 entre as quais 13 justificou difamação para tal.

Na Câmara dos Deputados e no Senado onde o contingente de políticos é de 594 parlamentares eleitos, 233 deles já moveram ações na Justiça para retirar conteúdos da internet, em veículos ou redes sociais. É o que mostra um levantamento da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).

Ao menos 479 ações do tipo foram feitas no Congresso, segundo o levantamento. O senador Eduardo Braga (MDB-AM) foi o que mais moveu ações. Foram ao todo 15 ações e em 13 ele alega difamação. A maioria dos pedidos de Braga ocorreram em 2018, quando disputou as eleições  – com exceção de uma.

Na Câmara, 196 de 513 deputados moveram 354 ações do tipo. Dessas, 293 alegam difamação e 87% são movidas contra uma rede social, um blog ou um veículo de comunicação.

A maioria dos deputados, 118 deles, realizou apenas uma ação judicial de remoção de conteúdo . O deputado que mais fez processos do tipo foi Camilo Capiberibe (PSB-AP), autor de 13 ações – pedidos feitos majoritariamente em 2014 quando disputou reeleição para governador do Amapá, o que não ganhou.

Nos últimos meses, o Congresso esteve votando o PL das Fake News, que já foi aprovado no Senado e agora está na Câmara.