Rio alerta que voltará a fechar os estádios se os clubes não respeitarem regras

0
50
Compartilhe

 

Prevista para o dia 10 de julho, a reabertura de jogos de futebol com público no Rio de Janeiro será suspensa caso os clubes não colaborem com a fiscalização das regras de distanciamento nas arquibancadas. A prefeitura prevê eventos esportivos com até 1/3 da capacidade dos locais em que sejam realizados para daqui 12 dias: poderia ser realizado, por exemplo, um jogo no Maracanã com cerca de 26 mil pessoas.

À CNN, o subsecretário geral executivo da Secretaria Municipal de Saúde do Rio, Jorge Darze, afirmou que dependerá de Botafogo, Flamengo, Fluminense, Vasco e dos outros times do Rio o cumprimento das regras previstas pela prefeitura, como regra de 4m² por pessoa e venda de ingressos apenas pela internet. “Em nenhum lugar do mundo há capacidade de uma prefeitura fazer a fiscalização de um estádio de futebol. Os clubes precisam ter responsabilidade. Se a gente observar que o jogo com público não foi dentro dos parâmetros, não vamos ter outro jogo. Vai ter só um e acabou, fecha tudo de novo”, afirmou Darze.

Para o subsecretário, a prefeitura do Rio dispõe de uma série de dados que referendam as medidas de flexibilização previstas para os próximos dias como a redução do número de pessoas internadas com coronavírus ou Síndrome Respiratória Aguda Grave, maior disponibilidade de leitos na rede pública para pacientes em estado grave e redução do número de sepultamentos no Rio. Entre abril e junho, o Rio chegou a ter 350 sepultamentos por dia – agora os números voltaram para um certo padrão histórico, de até 180 pessoas enterradas por dia.

Darze afirmou que a previsão de jogos com público pode não ser cumprida a depender da evolução da pandemia do coronavírus. “Não podemos brincar, nem fazer de conta que não vivemos uma pandemia. Temos um abrandamento da crise aqui no Rio de Janeiro, mas isso não é definitivo, vide o que está acontecendo em outros locais do Brasil que abriram e depois precisaram voltar atrás”, afirmou. (CNN)