Justiça determina sequestro de bens de Alckmin no âmbito da Lava Jato eleitoral

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O candidato à Presidência da República, Geraldo Alckmin, do PSDB, discursa durante o evento, Diálogos Eleitor, realizado pela União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs).
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A Justiça Eleitoral de São Paulo determinou sequestro de bens do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB), de seu ex-secretário de Planejamento, Marcos Monteiro, e do ex-assessor, Sebastião Eduardo Alves de Castro, no âmbito da Operação Lava Jato Eleitoral. A decisão acata representação da Polícia Federal.

No dia 16 de Junho, a PF havia concluído a investigação que indiciou Alckmin, Marcos Monteiro e Sebastião de Castro por corrupção passiva, falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro. A apuração dos crimes foi iniciada a partir de delações premiadas dos executivos do Grupo Odebrecht.

Nesta quarta-feira (05/08), após a entrega do Relatório Final e a representação da Polícia, a Justiça eleitoral acatou o pedido e, com o objetivo de “assegurar o ressarcimento ao Erário” público, foi determinado o sequestro de R$11.300.000,00 sobre imóveis e valores dos indiciados.

Quando na divulgação da conclusão das investigações, a defesa de Sebastião de Castro informou que ele negava “veemente qualquer participação em ato ilícito e sua defesa credita a conclusão da polícia federal ao trabalho atabalhoado realizado.” Já a defesa de Marcos Monteiro colocou que não existia “corroboração com a realidade dos fatos.”

Procurados sobre a nova decisão, os citados ainda não responderam. (CNN)