Aras participa de reunião de líderes do Senado para convencer indecisos

0
54
Compartilhe

 

O subprocurador Augusto Aras, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) para assumir o cargo de Procurador-Geral da República (PGR), participou da reunião de líderes do Senado nesta terça-feira (10). Ele permaneceu conversando com os parlamentares por pelo menos duas horas e meia.

Antes de ter a indicação aprovada por pelo menos 41 senadores no plenário, Aras precisará ser sabatinado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa. Lá, como mostra o líder da oposição, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), ele será bastante questionado. “Eu espero que o Senado esteja à altura da nação. Não cabe outra atitude para o Senado que não seja a sua rejeição.”

A estratégia de se reunir com os parlamentares antes da sabatina já é tradicional. Os últimos indicados a cadeiras no Supremo Tribunal Federal (STF) e até mesmo a atual PGR, Raquel Dodge, fizeram a peregrinação entre os gabinetes, mas não há registro de uma autoridade, nessa situação, que tenha participado da reunião de líderes – normalmente, são conversas rápidas e reservadas onde o candidato se apresenta formalmente.

De qualquer maneira, os senadores concordam com a estratégia adotada por Aras, que teve a indicação criticada e defendida por grupos de procuradores, como mostra o senador Roberto Rocha (PSDB-MA).

“É natural e é comum, aqui no Senado, os procuradores, ministros dos tribunais superiores que são sabatinados, irem a cada um dos gabinetes. Isso é uma prática absolutamente normal, e ele está tendo uma prática, se é inovadora, merece aplausos. Ou seja, conversar com o conjunto dos senadores numa mesma reunião”, elogiou Rocha.

Entre outras atribuições, compete ao PGR decidir se apresenta denúncia contra autoridades com foro privilegiado, ou seja, ele será o responsável por decidir se abrirá investigações contra deputados e senadores que, eventualmente, estejam envolvidos em esquemas de corrupção.