Sem citar vídeo contra Congresso, Bolsonaro diz que troca mensagens de ‘cunho pessoal’

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Presidente da República, Jair bolsonaro, durante Solenidade Alusiva aos 400 dias de Governo.
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Presidente se manifestou sobre o vídeo que foi disparado pelo seu celular convocando apoiadores a uma rua no dia 15 de março para defendê-lo.

 

O presidente Jair Bolsonaro se manifestou nesta quarta-feira, 26, pelas redes sociais, sobre o vídeo que foi disparado pelo seu celular, via aplicativo WhatsApp, convocando apoiadores a uma rua no dia 15 de março para defendê-lo. Sem citar o vídeo, Bolsonaro diz que “troca mensagens de cunho pessoal, de forma reservada”. “Qualquer ilusão para esse contexto são tentativas de tumulto na República”, afirmou no texto.

Bolsonaro destacou a quantidade de seguidores. Na última segunda (24), o presidente chegou a 10 milhões de curtidas em sua página oficial do Facebook. Na noite de domingo (23), Bolsonaro agradeceu aos seguidores. “Domingo, 21:55, acabamos de atingir 10 milhões de curtidas no Facebook. Muito obrigado a todos vocês pelo apoio e pela confiança. O Brasil é nosso! Valeu, pessoal!”

O presidente já havia batido este número no Instagram. Lá, Bolsonaro tem 15,1 milhões de seguidores. Já no Twitter o número é menor: são 5,9 milhões.

“Tentativas rasteiras”

Bolsonaro chamou de “tentativas rasteiras de tumultuar a República” as interpretações sobre ele ter compartilhado um vídeo em apoio a atos contra o Congresso.

Celso de Mello

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Celso de Mello, falou sobre o caso. Mello não opinou se Bolsonaro está ou não contra o congresso, mas acredita que “se confirmada”, revela “um rosto sombrio de um presidente da República que desconhece o valor da ordem constitucional”.

Mello disse ainda que estar contra o Congresso seria uma atitude de um chefe de Executivo que “ignora o sentido fundamental da separação de Poderes, que demonstra uma visita indigna de quem não é a altura máxima do carregamento de cargas que exerce e representa o ato de inequação hostilidade aos demais Poderes da República traduz gesto de omissão de desagregação inaceitável do princípio democrático”, concluiu.

Com agências